Marca própria · E-commerce

Criar uma marca é fácil. Construir o negócio por trás dela é outra coisa.

Côcogin nasceu do zero: marca, produto, e-commerce, distribuição e operação internacional. Um projeto em que estratégia, marketing e execução precisavam funcionar ao mesmo tempo.

Papel
Fundação e direção
Período
2019–2025
Disciplinas
Branding · Estratégia de marca · E-commerce · Operações internacionais
Côco Gin — bandeja listrada com aves ilustradas cercada de pimentas

Contexto

Uma ideia de marca que precisava virar um negócio real.

Côcogin nasceu de uma intuição: levar um imaginário brasileiro, colorido e artesanal para o universo do homeware premium e construir uma marca com ambição internacional.

Mas uma ideia de marca só existe de verdade quando consegue sobreviver às restrições de um negócio.

Era preciso definir o posicionamento, criar uma identidade própria, desenvolver uma coleção, trabalhar com produtores e artesãos, construir os canais de venda e estruturar uma operação capaz de conectar Brasil e Europa.

O desafio

Construir a marca e a infraestrutura que permitiria à marca existir.

O desafio não era simplesmente criar uma identidade ou lançar um e-commerce.

Era construir simultaneamente uma marca, um produto, uma operação e uma distribuição internacional — sem estrutura prévia e com recursos e restrições reais.

Cada decisão de marca tinha uma consequência operacional.

Escolher produção artesanal significava aceitar determinadas limitações de qualidade, prazo e escala.

Escolher um posicionamento premium significava proteger a percepção da marca em cada canal.

Escolher o e-commerce próprio significava assumir também tecnologia, conteúdo, aquisição, logística e experiência do cliente.

O projeto exigia pensar como marca e operar como negócio.

Meu papel

Da ideia à operação.

Como fundador e responsável pela direção do projeto, meu papel atravessava toda a cadeia de valor.

Construí a marca desde o zero — nome, posicionamento, identidade e universo visual — e participei diretamente da construção da coleção, dos canais comerciais e da operação.

Também fui responsável por conectar essas diferentes dimensões: marca, produto, marketing, e-commerce, distribuição, produção, logística e operação internacional.

A diferença em relação a um projeto de consultoria era fundamental: as decisões não terminavam em uma recomendação. Era preciso viver suas consequências.

Abordagem

Construir tudo ao mesmo tempo, sem perder a coerência.

  1. 01

    Construir uma marca antes de construir um catálogo

    Desenvolvimento de um repertório gráfico próprio e de uma identidade capaz de diferenciar a marca no universo do homeware premium.

  2. 02

    Transformar produto em coleção

    Desenvolvimento de produtos com produtores e artesãos, conciliando intenção de marca, qualidade, produção e viabilidade.

  3. 03

    Construir o canal direto

    E-commerce próprio como canal central, apoiado por conteúdo e por uma distribuição seletiva no varejo internacional.

  4. 04

    Construir a operação por trás da marca

    Estruturação de produção, logística e importação entre Brasil e Europa para sustentar a atividade internacional.

As decisões

Não havia uma resposta certa. Havia trade-offs a assumir.

  • 01

    Marca antes do catálogo

    Em vez de seguir os códigos genéricos do homeware premium, construir um repertório próprio para que a marca tivesse uma identidade reconhecível independentemente do produto.

  • 02

    Artesanato como escolha de marca — e de operação

    Trabalhar com produtores e artesãos permitia preservar a dimensão humana e material do projeto, mas trazia consigo questões de qualidade, prazo e escala que precisavam ser administradas.

  • 03

    Canal direto antes da distribuição ampla

    Manter o e-commerce próprio como canal central permitia controlar melhor a experiência e a relação com o cliente, enquanto o varejo internacional era desenvolvido de forma seletiva.

  • 04

    Brasil e Europa como uma única operação

    A operação precisava ser pensada desde o início entre os dois lados do Atlântico, conectando produção, importação, logística, comercial e distribuição.

A complexidade

Uma marca não cresce se a operação não consegue acompanhá-la.

  • Marca, produto e operação precisavam evoluir simultaneamente.
  • Produção artesanal criava uma tensão permanente entre qualidade, prazo e escala.
  • Quatro mercados significavam coordenar uma operação internacional entre Brasil e Europa.
  • Cada decisão de posicionamento tinha impacto sobre custo, produção, canal ou experiência.

O verdadeiro desafio era manter coerência entre aquilo que a marca prometia e aquilo que a operação conseguia entregar.

Da estratégia à execução

Uma marca construída de ponta a ponta.

  • Branding e identidade
  • Posicionamento e estratégia de marca
  • Coleção e desenvolvimento de produto
  • E-commerce próprio
  • Marketing e conteúdo
  • Distribuição seletiva
  • Operações internacionais
  • Produção, logística e importação

Contribuição

Uma marca que precisava funcionar no mundo real.

Côcogin permitiu levar uma ideia de marca até sua expressão completa: produto, identidade, e-commerce, marketing, distribuição e operação internacional.

Mais, sobretudo, o projeto trouxe uma experiência que nenhum projeto puramente consultivo consegue reproduzir: tomar decisões estratégicas sabendo que cada uma delas teria uma consequência concreta sobre produção, margem, logística, canal, experiência e crescimento.

  • Marca própria, com coleção e identidade construídas do zero.
  • Operação internacional estruturada entre Brasil e Europa.

O que este projeto demonstra

Pensar como estrategista. Decidir como operador.

Côcogin é uma demonstração da minha capacidade de conectar as diferentes dimensões de um negócio.

Posicionamento sem operação é apenas intenção.

Marketing sem produto é apenas comunicação.

E-commerce sem logística não é um canal.

Crescimento sem estrutura pode destruir a experiência que tornou a marca desejável.

Construir a Côcogin significou tomar decisões considerando todas essas dimensões ao mesmo tempo.

É essa visão transversal — entre estratégia, marketing, produto, digital e operação — que levo hoje para o trabalho como Fractional CMO.

Da experiência de founder à atuação como Fractional CMO

Eu não chego apenas com recomendações. Sei o que acontece depois delas.

Ter construído uma empresa própria mudou a forma como vejo estratégia.

Uma decisão de posicionamento afeta o produto.

Uma decisão de canal afeta a operação.

Uma decisão de crescimento afeta a capacidade de entrega.

Uma decisão de marketing afeta pessoas, parceiros e caixa.

Por isso, meu trabalho como Fractional CMO não termina na estratégia.

A função é conectar decisão e execução — e assumir a responsabilidade pela coerência entre as duas.

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